26/06/2026
Bateleur conclui Relatório de Conjuntura Econômica de junho
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A Bateleur, assessoria econômica da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), concluiu o Relatório de Conjuntura Econômica – Junho/2026, documento exclusivo para associados que apresenta uma leitura detalhada dos fatores que estão moldando o ambiente econômico e seus reflexos no setor supermercadista.
Commodities em alta e pressão sobre alimentos
O relatório destaca que o acordo entre Estados Unidos e Irã reduziu tensões geopolíticas, mas não impediu a manutenção do petróleo em patamar elevado, pressionando toda a cadeia produtiva.
As commodities metálicas seguem valorizadas pela demanda tecnológica, enquanto o setor agropecuário enfrenta forte impacto do aumento de 46% no preço dos fertilizantes — um movimento que tende a elevar o custo dos alimentos nos próximos meses.
Além disso, o risco de um El Niño no segundo semestre pode gerar estiagens no Centro-Oeste e excesso de chuvas no Sul, ampliando a pressão sobre a produção agrícola e os preços.
Câmbio valorizado e juros elevados
O real permanece apreciado, sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela taxa de juros doméstica elevada. A projeção da Bateleur aponta Selic de 14,25% ao final de 2026, refletindo a dificuldade de novos cortes diante da inflação persistente.
Inflação volta a acelerar
Os índices de atacado (IGP-M e IPA) retornaram ao campo positivo, indicando repasse de custos ao consumidor. O IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,72%, puxado por alimentos no domicílio e serviços, ambos pressionados por fatores climáticos e pelo mercado de trabalho aquecido.
Atividade econômica perde força
A economia brasileira desacelera: o crescimento acumulado caiu de 4,2% para 1,8% em um ano, refletindo o impacto dos juros altos sobre consumo e investimento.
No Rio Grande do Sul, a indústria mantém desempenho superior ao nacional, mas o setor de serviços segue retraído. O comércio apresenta crescimento moderado, com hiper e supermercados acima da média nacional, impulsionados pelos estímulos fiscais.
Mercado de trabalho segue forte
O desemprego nacional está em 5,8%, enquanto o Rio Grande do Sul registra 4,0%, próximo da mínima histórica. A massa salarial real cresce acima da inflação, favorecendo o consumo, embora a inadimplência siga elevada.
Cenário eleitoral aumenta incertezas
O relatório também analisa o ambiente político, destacando a polarização e o peso dos eleitores independentes na disputa presidencial de 2026, que permanece aberta.
Projeções para 2026
• PIB Brasil: 1,61%
• PIB RS: 2,31%
• Riscos principais: juros altos, custos agrícolas, incertezas políticas e desaceleração global
• Vetores positivos: mercado de trabalho aquecido e possível retomada da produção agrícola no RS
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